DATA: 01 de Setembro de 2003
            TRECHO PERCORRIDO:
Heuheutenango (GUATEMALA) » 
                                                                  Teculutan (GUATEMALA)


          KILOMETRAGEM: 368 Km
      CONSUMO DIESEL: 38 litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Nublado e Chuvoso

              Minha gente, chegamos hoje a praticamente 37mil km. Estamos na segunda-feira e percorrendo o território guatemalteco. Oitenta e seis dias de viagem. Aqui na Guatemala estamos a três horas de diferença para o Brasil, isto é, três horas a menos.

Durante a viagem vamos, como sempre tomando algumas impressões que nos causam maior impacto ou o que talvez possa interessar a outros viajantes.

A Guatemala é conhecida por seu território possuir montanhas, florestas, diversidade de pássaros, plantações de café, e seus famosos vulcões, em número de 37 espalhados por todo o país. Outra importante menção são os inúmeros sítios arqueológicos da civilização Maia que aqui instalou vários monumentos piramidais e outros. Estão disseminados por toda a Guatemala.

Este país faz limite com os seguintes paises: Belize, México, Honduras, El Salvador. Possui costa litorânea com o Oceano Pacífico e Oceano Atlântico.

Várias pessoas utilizam o meio de transporte através de fretamento de caminhonetes com caçamba ao ar livre. Vinte ou até trinta nativos ficam quase que empoleirados transitando no asfalto como se nada fosse. Um perigo iminente. Mas parece ser a opção mais econômica para curtas distancias. Os ônibus coloridos e antigos também são utilizados com as bagagens acima do teto do mesmo.Outra observação são as vestimentas dos nativos. As mulheres vestem-se tipicamente com trajes indígenas, de um colorido todo especial, caracterizando ainda mais este povo. Aqui a língua oficial é o espanhol, mas fala-se cerca de vinte dialetos diferentes também.

Chegamos então a cidade da Guatemala. Esta foi fundada pelos espanhóis em 1776. Primeiramente estava instalada em outro local chamado de antiga Guatemala. O dia da independência da Guatemala será dia 16 de setembro. Portanto observa-se já alguma movimentação para os festejos. Compramos uma bandeira sua, onde vemos no seu interior o pássaro Quetzal - ave símbolo.

Chegamos até o centro histórico onde podemos observar o Palácio do Governo e sua Catedral em frente a uma enorme praça. O trânsito agitado, com ruas estreitas e pessoas em seus carros sempre apressadas e sem muita cordialidade. Poucas placas fazem da cidade um labirinto, por este motivo abordamos dois guardas de trânsito com seu carro e pedimos que nos levassem à embaixada de El Salvador, pois precisaríamos do visto para continuar viagem e atravessar este país. Lá chegando agradecemos a cordialidade dos senhores guardas e fomos à embaixada. Para nossa surpresa estava fechada ao atendimento público. Funcionava até às 12:00horas, e já eram 12:30horas. Inconformados pegamos o telefone público, comprando um cartão no banco ali próximo e ligamos para as atendentes que ainda estavam lá na embaixada. Foram irredutíveis em abrir uma exceção, e mais, disseram-nos que os documentos deveriam ser entregues só na terça-feira e seriam enviados para nós somente na quarta-feira. Ficamos ainda mais injuriados e decidimos ir até a embaixada do Brasil ver se tínhamos alguma regalia. Um táxi nos ciceroneou até lá. Era longe de difícil acesso. Atendeu-nos, muito bem e simpaticamente, uma senhorita gaúcha auxiliar desta embaixada e disse-nos que talvez pudesse intervir, mas nesse momento o próprio taxista deu a solução estimulando-nos a irmos por Honduras e não atravessarmos El Salvador. Disse-nos que com cuidado da chuva, caminhões e montanhas, poderíamos fazer o percurso e dormirmos próximo a fronteira de Honduras, e amanhã passarmos a fronteira. Fizemos os cálculos e decidimos assim fazer. Ele Julio Ruiz orientou-nos também na saída da cidade, realmente um labirinto que para não se perder tempo somente com ajuda. Pagamos-lhe a corrida é claro, mas o mesmo também foi muito gentil e prestativo. Fiquei ao seu lado conversando e colhendo informações enquanto meu irmão seguia-nos com a Toyota. A chuva despencava de vez em quando e estiava. Algo normal segundo a população que já esta acostumada neste período de inverno.

Seguimos adiante e com muito cuidado, pois havia realmente muitos caminhões e estrada lisa, subidas e descidas. Chegamos às 18:00horas em uma pequena cidade, parando antes do tempo, por estar anoitecendo precocemente. Hotel simples, mas em boa hora. Chegamos mais uma vez. Média de quilometragem por hora 40km/hora. Haja paciência.

   

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam