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DATA:
02 de julho de 2003
TRECHO PERCORRIDO: Tucun
Uman (Guatemala) » Huitxtla
(México)
KILOMETRAGEM: 72 Km
CONSUMO DIESEL: 8 litros
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Sol e muito calor
Alguns minutos
antes, das 8:00horas já estávamos no consulado para darmos
início ao processo de entrada no país e conseguirmos a
autorização emitida pelo próprio cônsul. Cópias de documentos
e a exigência de travel cheques no valor de U$ 300 para cada um.
Para isto fomos ao banco Quetzal, e lá quase duas horas de
espera. Uma lentidão impressionante e o sistema de computadores
caindo do sistema a todo instante.
Voltamos ao
consulado imaginando que tudo pronto estava, porém o cônsul com
todo sua frieza, disse-nos para voltarmos somente às 15:00horas
quando daria a liberação. O sangue começou a ferver
literalmente, pois não havia ninguém à nossa frente. Fomos
novamente ao hotel para passarmos o tempo, indo também a
internet, porém sem êxito porque a mesma era muito lenta, caindo
a conexão constantemente.
Resolvemos ir
ao consulado mais cedo, às 13:30horas, e para surpresa já estava
pronta a documentação. O detalhe é que o cônsul deu-nos
somente oito dias para atravessarmos o país, não nos concedendo
o visto de turista e sim de transmigrante. Havia uma preocupação
porque iríamos costear o México pelo pacífico, sua parte mais
longa, porém mais próxima de Las Vegas, nosso próximo destino
nos EUA. A costa mexicana tem quase 4000 km. Voltamos a conversar
com o cônsul, mais assim mesmo reafirmou que era tempo
suficiente. E eu pergunto a mim, onde fica a polidez diplomática
e a sensibilidade humana, muitas vezes tão propalada nos meios de
divulgação e proferida, às vezes, a uma só pessoa como esta,
que pode por muita coisa a perder para seu país.
Continuamos
então até a aduana da Guatemala, e fomos novamente abordados por
mais um ajudante que queria nos cobrar para a feitura dos
tramites. Agora já um pouco calejados resolvemos fazer tudo
sozinhos.
Os tramites do
carro dentro do México foram feitos um pouco mais adiante, na
própria rota. Foi tranqüilo, e sem problemas. A aduana do
México causou-nos uma ótima impressão, pois não havia
circulantes e pedintes na área, ou pelo menos estavam fora da
zona oficial de tramites. Instalações melhores, higiênicas,
guardas e trabalhadores todos uniformizados.
Tucum
Uman a cidade fronteira da Guatemala, impressiona pela sua
desorganização, e grande quantidade de pessoas nas ruas,
calçadas, vendendo de tudo o que se pode imaginar. Comidas para
almoço feitas ao ar livre, sem as condições de higiene mínimas
necessárias. É realmente incrível, e tem que se olhar para
crer. Muitos sem fazer absolutamente nada, trocadores de dinheiro,
vendedores de suco, calçadas sujas, tricitáxis, motoristas de
carro e caminhões infernizando as ruelas, uma zorra total.
Paramos
em Huixtla sem podermos rodar muito porque já era tarde. Hotel
San José onde pagamos U$ 7 por pessoa. Lá conseguimos fazer os
primeiros contatos telefônicos, após alguns dias de mudez.
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