Seguindo sempre a rota Libre,
evitando os pedágios da rota Cuebro, e mais ao litoral, pela sua
beleza, chegamos a cidade turística de Acapulco, famosa pela sua
importância turística internacional, e praias mil com iates
clubs, bares à beira-mar e todas atrações que uma cidade deste
porte pode apresentar. Assemelha-se a nossa Balneário Camboriú,
porém em grandes proporções. Sentimos que a cidade deve ferver
na época turística, de alta temporada.
Tivemos uma impressão muito
agradável da costa mexicana do pacífico. Com suas praias grandes
e praticamente inexploradas, com muitas ondas que se estendem por
longo tempo, facilitando a presença de surfistas e
oferecendo-lhes uma variedade muito grande opções. A areia é
escura, mas limpa, assim como o mar com seus azuis em tonalidades
diferentes, dando-nos vontade de mergulhar a todo instante.
Realmente há ainda um potencial enorme a ser explorado pelo
México. Os povoados que margeiam a costa são pequenos e temos
entrado em contato propositalmente com eles em nossas paradas para
que identificássemos realmente como a população vive sua
realidade.
Passamos rapidamente, após
percorrermos mais alguns quilômetros pela cidade de Ixtapa,
litoral e praia avançada em seu porte turístico de
construções, condomínios e hotelaria. Para compararmos seria
nossa Jurerê Internacional em Florianópolis.
Era calor constante, e de
repente nosso ar condicionado para de funcionar pára nosso
desespero, pois pela frente teríamos ainda muito calor. Vidros
abertos, continuamos tentando nos conformar com a nova situação.
Quando fomos abastecer, já percorrido cerca de 600km, o carro
não ligou mais, como se estivesse sem bateria alguma. O coração
disparou. Abrimos o motor e vi que o cabo estava frouxo, e este
era o problema que logo foi solucionado, mas olhando com mais
atenção vimos que uma correia se desprendeu. Ai então a coisa
ficou preta, pensamos. Respirando fundo, fomos pedir ajuda ao
gerente do posto que nos cedeu algumas chaves para recolocar a
correia, porém ela veio a se soltar duas vezes. Tínhamos que
substituí-la. Este gerente gentilmente nos levou um povoado
chamado de Caleta de Campos para comprarmos a tal da correia. Por
sorte a conseguimos e a substituí dando uma de mecânico. Já
anoitecia e por indicação do gerente fomos a seis km dali dormir
em uma cabana de praia, feita de madeira rústica e palha, em
frente ao mar. Chamava-se o local "La Barra". Pagamos
somente U$10 para os dois. Já eram 11:00h da noite. Com o barulho
do mar e natureza gratuito fomos dormir cansados, após toda
aquela tensão vivida.
Curiosidade :
- O México tem ainda a
produção em linha do fusca da Wolkswagem. Há uma grande
quantidade deles circulando e muitos sendo utilizados como táxi.