DATA: 04 de Setembro de 2003
            TRECHO PERCORRIDO: Esteli (NICARAGUA) » Rivas (NICARAGUA)
          KILOMETRAGEM: 272 Km
      CONSUMO DIESEL: 27 litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Sol

              Estamos a 150 km de Manágua - capital da Nicarágua. Nicarágua tem cinco milhões de habitantes. Sua população é noventa e cinco por cento católica e um misto de quatro etnias, incluindo os indígenas. Seu território é povoado de vulcões, e talvez seja esta uma de suas principais atrações conhecidas mundialmente. O território nicaraguense é quase todo coberto por florestas. A parte do Oceano Atlântico é bastante povoada e mais desenvolvida que o lado do pacifico, onde quase não há estradas devido as florestas. É um país pequeno.

O que falávamos a respeito das estradas de Honduras, hoje mudamos totalmente, pois observamos uma mudança radical na qualidade das rodovias. Excelente pavimiento, como dizem em espanhol. Pouco acostamento, mas uma lisura asfáltica como dissemos realmente muito boa, o que facilita nossa movimentação e segurança no trânsito. À medida de quilometragem melhora sensivelmente. Durante o trajeto observamos várias plantações de arroz, banana, vários criadores de gado que transportam os mesmos de um lado ao outro da rodovia. Devemos então parar e esperar a travessia dos bois. Exige cuidado e atenção. Isto parece ser totalmente normal aqui. O trânsito no asfalto parece ser bastante disciplinado no que diz respeito a velocidade imposta nas placas, principalmente nas áreas urbanas e próximo as escolas.

As principais cidades da Nicarágua são: Manágua, Leon, Massaya, Matagalpa.

Chegando a Manágua pela segunda vez agora, visitamos o Palácio da Cultura, o centro administrativo do governo, e também uma igreja em ruínas devido ao ataque de revolucionários. Esta, por ser reformada, pois é um importante e belo monumento. Vários escolares por lá circulavam em visita a um museu que se localizava nesse palácio da cultura. Nos arredores desses prédios que visitavamos presenciamos uma enorme passeata com uma imensidão de escolares desfilando em divulgação de um programa de saúde dental promovido pela Colgate. Surpreendeu-nos pela movimentação, com musica, bonecos, caminhões, e todas as crianças com camisetas promocionais.

Fomos então a Secretaria de Turismo buscar folhetos informativos sobre a cidade, e outros pontos turísticos da Nicarágua.

Seguimos então em direção a próxima cidade chamada de Masaya. Duas importantes atrações: feira de artesanatos e shows folclóricos e seus vulcões. No caminho reconhecemos um hotel que havíamos passado em data anterior na vinda de nossa viagem, onde havíamos esquecido uma lanterna. Sem compromisso resolvemos parar e perguntar, quase sem esperança de reencontra-la, mas valeria a tentativa já que estávamos por lá. E acreditem ou não, a lanterna estava lá guardada pelo gerente desse hotel. Havia se passado quase dois meses. Pois bem, recuperamos a bendita lanterna. Coisas de viagem. Em frente a esse hotel encontra-se o Parque Nacional de Massaya onde se encontram três vulcões, dois deles estão inativos. E um deles ainda ativo, que expele ininterruptamente fumaça vulcânica. Sua última erupção com lavas deu-se em 21 de abril de 2001. Quando chove a fumaça é exacerbada, pois contacta com seu interior de lavas e evapora criando uma atmosfera interessante a paisagem. Gases sulfúricos podem ser sentidos quando se chega próximo. Dependendo da quantidade poderão ser maléficos à saúde. Lá estivemos e presenciamos de perto a cratera desses vulcões. Muito curioso e ao mesmo tempo belo, onde imaginamos e vemos o orifício que se comunica ao centro da terra. Antes de lá chegarmos fomos ao museu desses vulcões. Cheio de maquetes que muito nos ajudaram a entender o fenômeno e sua história. Indígenas sacrificavam donzelas e crianças jogando ao centro do vulcão, pois acreditavam que suas erupções eram a fúria dos deuses. Os espanhóis em 1528 já os identificaram e começaram a estudá-los e observá-los. Podemos ver lavas vulcânicas de cerca de 1670. Um passeio de duas horas que valeu a pena. Uma observação importante: chega-se até a cratera de um dos vulcões por uma via de carro cerca de 5km. Muito fácil. Esses vulcões de Massaya são os mais importantes da América Central.

Após os vulcões fomos então até a Feira de Artesanias de Massaya. Quadros pinturas, tapetes, cerâmica, e tudo mais. Um verdadeiro centro de atrações, onde vemos turistas de várias nacionalidades. Registramos nossa estada ali comprando uma bandeira da Nicarágua. Infelizmente vários meninos não nos deixavam em paz, pedindo gorjetas, para cuidar do carro, e ajudar a fazer as compras. Tivemos que ser rápidos, pois eles multiplicavam-se aos montes.

Rodamos mais 90km e paramos próximo à fronteira com Costa Rica numa cidade chamada de Rivas. Paramos às 17:30horas para que pudéssemos amanhã com tranqüilidade, fazermos a travessia da aduana. Até amanhã. Mais dois países nos restam na América Central: Costa Rica e Panamá. Viva Brasil.

   

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam