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DATA: 06 de
Setembro de 2003
TRECHO PERCORRIDO: San Isidro (COSTA RICA) – Santiago (PANAMA)
KILOMETRAGEM: 424 Km
CONSUMO DIESEL: 44 litros
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Nublado e Chuva Esparsas
Nosso carro pregou-nos uma peça hoje pela manhã ao saírmos do
hotel em San Isidro. Falhou ao acionarmos a ignição dando sinal
de pouca carga ou algo errado no alternador. De repente pegou e
saímos um pouco preocupados. Dali fomos direto a uma loja de
baterias fazermos alguns testes de potência da bateria e
alternador. Estava tudo bem e resolvemos então lá mesmo limpar
os contatos segundo sugestão do mecânico. Assim foi feito e
ficamos mais tranqüilos torcendo para que fosse esse realmente o
problema. Aproveitamos o momento e pesquisamos até encontrar um
serviço de venda autorizado de peças da Toyota. Compramos um
filtro de ar colocando-o de imediato. Já algum tempo estávamos a
sua procura e não tínhamos encontrado até o momento. O carro,
nosso seguro de volta a nossa terra, estava restabelecido
novamente e fomos em direção a fronteira com o Panamá - cidade
- Passo Canoas.
Chegamos na
aduana por volta de 10: 30horas, relembrando o local onde já
aviamos estado em nossa ida. Alguns funcionários nos
reconheceram, cumprimentando-nos. De cara fomos abordados por dois
jovens tramitadores de documentos. Como é quase impossível
livrar-se dos mesmos ficamos com um deles que nos acompanhou até
o fim. Apesar da desordem do local, sujeira e mau aspecto para uma
fronteira, os tramites foram rápidos. Gastamos cerca de uma hora.
Mais uma camiseta de nosso uso próprio e alguns dólares e
fizemos o acerto com o tramitador, que todo contente ganhou parte
de seu dia. Ali mesmo durante todo o processo encontramos um
senhor de mais ou menos 60 anos, argentino, fotografo
profissional, que dirigia também uma van e ia até a Argentina,
sua terra natal. Perguntou-nos sobre a travessia Panamá -
Colômbia. Como faríamos e qual processo iríamos seguir: barco
ou avião. Dissemos-lhe que estudaríamos a situação assim que
chegássemos a cidade do Panamá para fazermos os devidos
orçamentos. Despedimo-nos então na possibilidade de nos
encontrarmos mais tarde.
Estávamos então em território
panamenho. As estradas agora são de concreto, mas continuam ruins
e sem o mínimo de acostamento. Buracos que nos fizeram tomar
muito cuidado, pois já estamos com um amortecedor danificado. A
vegetação é abundante quase que tomando a estrada. Há pouca
conservação e muitos policiais de trânsito que percorrem a
rodovia. Freqüentemente estão parando os motoristas. Até o
momento ainda não fomos abordados. Estamos seguindo as regras de
velocidade e sinalização de forma bastante primorosa. A América
Central começa chegar no seu final e é preciso cautela em todos
os sentidos. Seguimos rodando até por volta de seis e meia,
porque anoitece cedo. É quase impossível dirigir à noite, não
se vê pintura sinalizadora na pista. Estamos agora com duas horas
de diferença para o Brasil. Nossa parada foi em Santiago, em um
hotel à beira de estrada. Nossa intenção agora e chegarmos
amanhã à cidade do Panamá, visitando-a mais uma vez e irmos ao
aeroporto verificarmos o processo de envio de nosso carro a
Colômbia. Amanhã será domingo, talvez devamos adiar para
segunda-feira no máximo, se não encontrarmos as oficinas -
escritórios abertos. Tudo corre bem, retirando os pequenos
percalços. Rumo a América do Sul, e mais perto de nossa casa.
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