Antes de seguirmos viagem para a fronteira com EUA, fomos
fazer algumas compras básicas no supermercado para almoçarmos,
pois levantamos tarde, devido ao cansaço do dia anterior. Fomos
também à internet, porém sem sucesso, pois a conexão não se
efetuava. As facilidades que o mundo da informática nos propõe
são fantásticas, mas existem problemas que muitas vezes fogem da
praticidade de um simples telefonema. São coisas que fazem parte
da experiência da viagem, vão aqui nossas desculpas aos amigos
que tentam nos acompanhar.
Eram quase 13:30h, quando partimos para a estrada e, ao
chegarmos na fronteira mexicana, os tramites de visto de saída e
cancelamento da importação temporária, do veiculo - Toyota
foram muito rápidos e práticos. Alguns quilômetros a mais e
chegamos a Nogales, fronteira esta dos EUA. Havia uma fila de
carros não muito extensa, que nos fez aguardar cerca de 15
minutos. Na nossa vez fomos atendidos primeiramente por um
policial que falava espanhol e deu as primeiras instruções de
como prosseguirmos, levando-nos a uma senhora muito simpática que
interrogou-nos sobre a viagem pedindo que deixássemos o carro em
determinado local para ser revisado. Assim fizemos e ela nos
acompanhou até o escritório para que conseguíssemos o visto de
permissão com outros funcionários. Educadamente atendidos,
começamos ali a praticar o inglês, um pouco esquecido, já que
estávamos à um mês falando espanhol, ou melhor, portunhol.
Foi-nos exigido a comprovação de residência em nosso país.
Tínhamos tudo à mão: um calhamaço de papéis fotocopiados que
surpreendeu o policial. Cumprimentou-nos pela organização.
Conseguimos o visto por seis meses até o dia 7 de janeiro de
2004. Felizes da vida e mais tranqüilos fomos pegar o carro.
Outra notícia boa, já revisado e tudo ok. Partimos então para
as estradas americanas.
Não fizemos apenas o seguro do veículo, que é
obrigatório para carros mexicanos e, pela lógica, também por
outros estrangeiros, deve, porém, ser feito de forma particular,
não havendo interferência da polícia aduaneira. O risco é de
ser parado por policiais cometendo uma infração, o que acarreta
um ônus a mais na multa. Resolvemos não fazer pelo custo alto. A
atenção terá, é claro, que ser redobrada.
As estradas americanas encantam pela sua organização,
sinalização perfeita e asfalto impecável. Coisa de primeiro
mundo. Há que se ter cautela e atenção com respeito à
velocidade, pois a mesma é marcada em milhas. A velocidade
máxima é de 75 milhas, isto corresponde a 120 km por hora. Todos
os carros andam no limite, mas nós preferimos não chegar lá.
Empolgados pelo sucesso até então conseguido, seguimos
viagem noite adentro até 21:30h quando paramos em uma "rest
área" - área de descanso onde veículos menores e
caminhões de grande porte, param para repousar e até dormir por
algumas horas. Há toda uma estrutura de banheiros, mesas ao ar
livre para comer, lugar para caminhadas e máquinas que vendem
refrescos e água, assim como besteirol, tipo salgadinhos Chips e
outros. Lá ficamos e dormimos no próprio carro, após fazermos
um lanche.