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DATA: 09 de
Setembro de 2003
TRECHO PERCORRIDO: Cidade do Panamá – Bogotá (COLOMBIA)
KILOMETRAGEM: 45 Km
CONSUMO DIESEL: 5 litros
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Nublado e Chuva
O Panamá está comemorando100anos de República.
É possível avistar alguns monumentos enfeitados com motivos
nacionalistas pela cidade. É uma cidade relativamente fácil de
circular por carro, visto que a mesma possui uma rota litorânea
que nos guia nos momentos de dúvida. Grande parcela da
população é carente de recursos, e um pequeno grupo mais
elitizado em outros pontos. Segundo conversas com alguns nativos,
relatam-nos da dificuldade financeira e vontade de tentar outro
país, preferencialmente os EUA. Sonho de uma nova vida e dinheiro
para os familiares.
Muito bem,
estamos agora organizando toda nossa bagagem, limpeza e
condensação de espaços vagos. A bagagem se avoluma e cria
dificuldades de posicionamento. É preciso saber onde estão as
coisas porque estaremos sujeitos a revistas nos próximos dias,
nas aduanas e aeroportos.
Fomos à empresa
Panavia, remetermos o carro e preparar todos os papéis para seu
envio. Muito bem atendidos por todos os funcionários: Asela, Jose
Barreno, e mais dois senhores. Ficamos no escritório por volta de
40 minutos relacionando itens de bagagem, identificação do
carro, características, e tudo mais. Num ambiente alegre e
descontraído fomos resolvendo os pormenores. O carro deverá ter
desligada sua bateria, esvaziar seu tanque de combustível,
observar produtos perigosos, e outros itens que determinam a
segurança do vôo de carga. O mesmo ocupa dois espaços dentro do
avião de carga e será enviado às 20:00horas do dia de hoje,
chegando no mesmo dia. Nós iremos por vôo normal de passageiros
às 19:20horas para Bogotá. Compramos a passagem após os
trâmites e tudo resolvido. Pegamos um ônibus clássico
panamenho, todo colorido e com enfeites mil. Foram trinta minutos
para nos deslocarmos do aeroporto de cargas para o aeroporto
internacional de Tocumen de passageiros. Tudo tranqüilo.
Aguardamos então nosso vôo e seu horário, passeando pela área
do duty free, zona libre de impuestos. Seguimos à Bogotá. No
meio da viagem um pequeno trecho de turbulência e uma passageira
começa a sentir-se mal e quase perde o controle. Estava próximo
de nós, começando a chorar. Porém o comissário de bordo tentou
acalmá-la até o término da turbulência. Com um pouco de
dificuldade foi tudo resolvido.
Ao chegarmos em Bogotá nossa intenção
inicial era dormirmos no aeroporto, porém decidimos o contrário,
devido ao frio e longas horas que teríamos que ali ficarmos.
Seguimos a sugestão de um jovem taxista e levou-nos a uma casa
hotel. Banheiro minúsculo, mas cama boa. Amanhã vamos ver se
retiramos o carro e seguirmos ao norte da Colômbia em direção
à divisa com Venezuela.
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