DATA: 10 de Setembro de 2003
            TRECHO PERCORRIDO:
Bogotá (COLOMBIA) - Briceno (COLOMBIA)           KILOMETRAGEM: 48 Km
      CONSUMO DIESEL: 6 litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS:
Nublado e Chuva

              Esperamos pela manhã às 8:00horas, nosso taxista Jose, que prontamente lá estava em frente ao hotel aguardando-nos. O setor de cargas abria somente nesse horário, por isto a não necessidade de estarmos mais cedo, Mesmo que nossa vontade fosse para liberarmos o carro o mais cedo possível. No escritório da empresa Panavia, aeroporto de cargas, recebemos a notícia de que o carro não havia chegado ainda, e não partira no dia anterior como combinado, ficamos gelados naquela hora. A atendente completou dizendo que o avião sairia da cidade do Panamá às 10:00horas e por volta de 11:30horas estaria na Colômbia, e o caro chefe da bodega (galpão) dissse-nos para lá estarmos as 13:00horas que o carro estaria liberado sem problemas. Foram-se então embora nossos planos de adiantarmos a viagem e partirmos cedo de Bogotá. Tínhamos então algumas horas livres e fomos ao terminal de passageiros do aeroporto internacional e por lá passamos, visitando lojinhas, indo a internet, lendo, descansando na sala vip do Diners, fazendo o câmbio de dólar para pesos, e tudo mais. Gastamos o tempo e antes das treze horas estávamos novamente no setor de cargas. O carro já chegara, porém não havia descido do avião, e ai começou a espera. Tudo correu muito lentamente, decepcionando-nos o atendimento que fora prometido com mais agilidade. Paciência. O carro estava lá, e isto era o mais importante. Somente às 15:00horas o carro estava em chão firme e ai começamos o processo de documentação para podermos transitar dentro da Colômbia. Talvez por falta de experiência os atendentes nos deram informações erradas sobre os locais de onde iríamos encaminhar tais documentos. Normalmente este processo se dá no próprio aeroporto, mas disse-me a atendente que deveria eu ir até o centro de Bogotá numa aduana número 68 e lá trazer o formulário para que eu pudesse retirar o carro. Pedi então que um segurança da empresa, um policial armado e com moto me levasse até lá, por alguns trocados e uma camiseta. Não tínhamos muito tempo e assim fui lá com o motociclista, cortando o trânsito, e eu sem muito prática de caroneiro. Frio na espinha e receio de acidente, mas tudo ocorreu bem.

Quando lá chegamos na aduana dirigi-me a três senhoras que me foram muito solícitas, porém disseram assim: não é aqui o local exato para este documento, você deve retornar e fazer no próprio aeroporto. Decepção total. Retornamos com mais pressa ainda. O motociclista era bom, e graças a Deus nada aconteceu. Espremia um pouco as pernas para não bater nos carros, e não empinar a moto, pois era eu mais pesado que o motorista. Retornamos ao ponto inicial. Christian lá estava guardando nossa bagagem de mão já a algumas horas, e também cansado de esperar. Dividimos os afazeres e comecei agora sem a ajuda dos atendentes da Panavia a resolver sozinho, juntamente com meu irmão, toda a papelada. Era jogo da Colômbia e todos funcionários um pouco desatentos viam o jogo e trabalhavam ao mesmo tempo. Um fiscal nos acompanhou até o carro e vistoriou somente as características do carro e número do chassis. Não foi preciso revisar a bagagem. Às 17:00horas estávamos com o carro ligado em nossas mãos. Mais uma gorgeta para o motoqueiro e este nos levou até a saída da cidade. Bogotá é enorme e tem seis milhões de habitantes. Surpreendeu-nos sua grandeza. A chuva começou a despencar, e a noite vinha aceleradamente devido ao tempo instável também. Rodamos por segurança apenas alguns quilômetros longe do centro e paramos numa cidade satélite chamada de Briceno. Um posto de gasolina que mantinha anexo uma pousada. Fomos os primeiros a entrar naquela noite. O frio começou forte. Conseguimos ainda fazer um jantar com nossos mantimentos, um banho quente num banheiro minúsculo e simplex, mas tudo acabou dando certo. Cansados por toda aquela tensão vivida e espera de muitas horas fomos dormir, com a intenção de amanhã cedo chegarmos perto da fronteira com a Venezuela.

   

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam