Ao acordarmos na Rest Área por volta das seis e meia da
manhã, tomamos um café capuchino, vendido nas máquinas à
disposição dos viajantes que ali circulam. Algo bastante
prático e útil. Reorganizamos toda a bagagem, pois vez ou outra
somos obrigados a fazê-lo. O carro tem sido o nosso braço
direito servindo de locomoção e hospedagem as vezes, até por
questões econômicas e práticas.
Antes de seguirmos, socorri uma
senhora americana que acabara de chegar naquele local com o pneu
de sua caminhonete furado. A mesma não sabia nem mesmo, onde
estavam as ferramentas. Em trinta minutos resolvemos o problema.
Chegamos então à cidade de
Oakland que faz a ligação com a cidade grandiosa de San
Francisco. Com certa atenção, é claro conseguimos atravessar a
cidade com facilidade. O irmão, de co-piloto ou navegador
auxiliando é claro. Nossa vontade maior era avistarmos a ponte
Golden Gate. E lá estava ela de repente frente aos nossos olhos,
com sua total magnitude, de cor vermelha e totalmente de ferro,
fazendo parecer sem demérito, pequena a nossa ponte Hercílio Luz
de Florianópolis. Uma obra de engenharia fabulosa e ao mesmo
tempo uma obra de arte, Golden Gate é toda uma área de reserva e
também um bairro. Paramos em um mirante onde podemos coletar
algumas informações e tirarmos fotos. No mesmo local podemos
avistar também a ilha de Alcatraz que serviu de tema para vários
filmes americanos. Alcatraz foi um presídio de segurança
máxima. Hoje está desativado. No mesmo mirante encontramos pela
primeira vez dois brasileiros engenheiros, jovens, que ali se
encontravam passeando com familiares. Surpreenderam-se com nossa
ousadia de irmos até o Alasca.
Nos dirigimos então à rota
número 01, rodovia alternativa para o norte, que permeia toda a
costa da California. Por ali fomos avistando novamente o mar, uma
imagem que não nos cansa em ser avistada, pois promove ao mesmo
tempo um relax e nos lembra nosso Brasil. Um detalhe um pouco
inconveniente é a enorme quantidade de curvas, subidas e descidas
que requerem bastante cuidado e atenção, pois existem regiões
de abismos muito altos, podendo, numa desatenção ser fatal. As
praias tem areia escura, e muita pedra, com escarpas imensas, e
água muito fria.
Durante o trajeto identificamos
muitas casinhas feitas de madeira, com muito capricho. Pequenas
fazendas. Tudo sinalizado com muito capricho, ordem e precisão de
informações. Muitas lojas ou paradouros vendiam esculturas de
madeiras da própria região, já que a área é servida
fartamente de pinheiros.
Nossa parada final, também foi
em uma "rest área" no meio de uma floresta com
sequóias em nossa volta. Já eram cerca de 22:00horas. Dormimos
no carro