DATA: 15 de junho de 2003
            TRECHO PERCORRIDO: Camana (PERU) - Ica (PERU)
          KILOMETRAGEM: 511 Km
      CONSUMO DIESEL: 65 litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Neblina e Sol

              Saímos de Camana às 7:30h em direção a Nazca, onde se encontram uma das maiores riquezas arqueológicas do Peru (as linhas de Nazca), mas antes passamos pelo mercado local para realizar a compra de algumas frutas e pães peruanos; mesmo sendo Domingo o comércio já fervia.

              Entramos novamente na Rota 5, costeando grande parte do Oceano Pacifico. As montanhas desérticas avançam literalmente até o mar, as formações são deslumbrantes apesar de um pouco ofuscadas pela forte neblina, que acreditem nos acompanhou durante todo o dia mesmo tendo o sol forte, também como parceiro.

              As curvas íngremes e sinuosas provocavam em nós um certo enjôo (talvez um aviso do que iríamos enfrentar mais tarde).

              Descendo novamente ao nível do mar, fomos pegos surpreendentemente por uma verdadeira tempestade de areia que perdurou por aproximados 20 km. A imagem nos impressionava, mas ao mesmo tempo tornava a dirigibilidade difícil e perigosa.

              Chegamos a Nazca, como já dito, conhecida mundialmente pelo misterioso conjunto de figuras e formas geométricas visíveis para quem sobrevoa a árida província em que se encontram. Pois bem, sabendo de tudo isso não poderíamos perder esta oportunidade, fomos então fretar nosso vôo no aeroclube local.

vApresentados ao piloto, Sr Américo e ao avião, um monomotor com capacidade para três passageiros, demos início aos procedimentos de vôo. Voaria conosco também uma autoridade (fiscal) segundo o piloto.

              Espremidos na aeronave, decolamos. O passeio durou cerca de 40 minutos, onde avistaríamos 13 figuras. Acontece que, após cerca de 10 minutos depois de manobrar para um lado e para o outro (duas manobras para cada figura) Christian começou a suar frio e sentir um mal estar mais que do que terrível. Não demorou muito Charles também. Naquelas alturas se não fosse a tal da autoridade o piloto poderia retornar (pagaríamos também o retorno se fosse necessário). Em resumo, das 13 figuras devemos ter avistado umas 6 ou 7. Experiência horrível.

              Ainda não totalmente restabelecidos da detestável experiência seguimos viagem até a cidade de Ica, onde constatamos novamente problemas de super aquecimento com a caminhonete.

              Hospedamo-nos no Hotel "Villa Cariño" (U$ 4,50 p/pessoa).

              Curiosidades : 
              + O diesel no Peru também é conhecido por gasoil ou petróleo
              + O combustível não é medido em litros e sim em galões, onde cada galão corresponde a 3,75 litros.

   

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam