DATA: 16 de julho de 2003
            TRECHO PERCORRIDO:
Seattle (EUA) » Lilloet (CANADA )
          KILOMETRAGEM: 400 Km
      CONSUMO DIESEL: 44 litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Nublado

             De Seattle (estado de Washington) saímos às oito e meia da manhã. Hoje é quarta feira. Continuando na Rota 5 chegamos ao Canadá às 12:30h. Foi muito tranqüilo e perdemos na aduana apenas trinta minutos. Eficiência, agilidade e simpatia resumem o atendimento dos canadenses na fronteira. Apenas perguntas de praxe sobre a viagem e vistoria das bagagens e estávamos liberados para entrar neste enorme país com apenas pouco mais de trinta milhões de habitantes, e primeiro mundo.

             Passamos em um posto de informações por perto onde pegamos mapas para seguirmos até a cidade de Vancouver. Por lá demos uma rápida passada e reconhecendo a cidade através de postais que tínhamos em mão. Uma cidade portuária de grande porte, considerada uma das melhores cidades para se viver. Possui as estações bem definidas e temperaturas amenas. Praias, montanhas, neve e sol. Vancouver foi recentemente eleita a cidade sede para realizar os Jogos Olímpicos de Inverno. Por isto está toda enfeitada com motivos dessa conquista.

             Um pouco mais de 100km estávamos passando pela área turística de Whistley. Famosa por suas estações de esqui que permanecem o ano inteiro. Resolvemos entrar na cidade para darmos uma olhada rápida. Estava bastante movimentada por jovens, praticantes de snow board e bicitrail. Logo perto havia um teleférico que transportava os turistas. Ficamos com vontade de subirmos a montanha, mas era tarde e estava fechando. Era uma hora só de subida sem parar no ponto mais alto. Talvez na volta possamos visitá-lo, assim pensamos. Whistley é um lugar de férias para todo o povo americano que gosta de esporte de inverno.

             A paisagem na Rota também é coberta de pinheiros, porém não tão verdejante quanto nos EUA por serem áreas cobertas de neve no inverno, o que faz sofrer um pouco essa vegetação. Muitos lagos, campings (trailer), campground (para barracas) e paradas para turistas, como parques e zonas de interesse.

             Chegamos à cidade de Lilloet. Pequena e simpática com um rio cortando seu centro. Antiga área de extração de ouro. Ao abastecermos o carro fomos abordados por um morador com sua filha de 8anos e esposa, em um a caminhonete velha. Pareciam ter estilo hippie. Ao saberem que éramos brasileiros identificaram-se como portugueses e diziam já estar ali por 16 anos. Começaram a falar o português um pouco atrapalhado com o inglês. Tinham saudade de sua língua, pois há anos não mais tinham contato. Ofertamo-lhes uma bandeira e muito contente deu-nos um entalhe de madeira, pois o mesmo era marceneiro. Convidaram-nos para conhecer a cidade. Como estavam de mudança de casa disseram que podíamos estar ali na nossa volta. Curiosamente no final da conversa perguntaram-nos se queríamos partilhar alguns momentos com o uso de cocaína. Disseram-nos para não ficarmos ofendidos, pois era muito normal, cerca de 25%, segundo ele, das pessoas consumem drogas. Recusamos o convite educadamente nos despedimos em seguida.

             Fomos então a um campground armarmos nossa barraca. Antes, porém compramos alguns mantimentos para o jantar. Não havia ninguém para fazer nossa inscrição no acampamento, mas assim mesmo nos instalamos. Estávamos à beira do rio, com banho quente e paz de espírito.

 

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam