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DATA: 20 de
Setembro de 2003
TRECHO PERCORRIDO: Ria Amazonas - Via Fluvial (BRASIL)
KILOMETRAGEM: 0 Km
CONSUMO DIESEL: 0 litros
CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Sol
A madrugada na embarcação teve novos momentos de tensão e certa
agonia. Águas revoltas novamente, fizeram-nos acordar. Por sorte
o comandante seguiu firme seu rumo e não decepcionou em sua
habilidade.
Aliviados vimos o
amanhecer. O dia, sol e floresta a vista nos tranqüilizam com
certeza. Vimos como parte integrante da paisagem casas simples
feitas de madeira e telhado de palha, em palafita, elevadas do rio
devido a prevenção das cheias. Habitantes de origem indígena
com suas pequenas embarcações aproximavam-se com uma destreza e
precisão sem igual de nosso barco. Jogavam suas cordas e
prendiam-se a nós, entravam na embarcação e vendiam seus
diversos produtos: açaí, bananas, palmito, peixe, camarão,
cachaça, cigarros, etc. Muitos deles preferiam vender em troca de
óleo diesel. O óleo diesel tornou-se moeda, pois tem uma
importância fundamental em geradores que algumas vilas possuem,
ou são úteis em pequenos barcos movidos a motor.
Eis algumas
cidadelas e cidades que cruzamos na travessia do Amazonas nesses
dias; Itaquatiara, Parintins, Faro, Juruti, Obidos, Alenquer,
Santarém, Monte Alegre, Prainha, Porto do Moz, Gurupa, etc.
O dia transcorreu tranqüilo e a
amizade e companheirismo entre a tripulação consolidava-se cada
vez mais. Histórias e mais histórias, ou estórias não sei.
Nossa velocidade era de mais ou menos 15km por hora.
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