DATA: 22 de julho de 2003
            TRECHO PERCORRIDO:
White Horse (Canadá) » Beaver Creek (Canadá)
          KILOMETRAGEM: 435 Km
      CONSUMO DIESEL: 51  litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Nublado e Chuva

              Após pernoitarmos por dois dias em White Horse resolvemos passear por mais algumas lojas no centro da cidade reconhecendo o mercado aberto. E mais alguns pontos por onde não havíamos passado ainda. Fomos também comprar alguns materiais para o carro, como líquido para o radiador, fluido de freio e óleo para troca, pois queríamos ficar tranqüilos com respeito a viagem que viria pela frente e evitar as possíveis dificuldades em se encontrar tais produtos numa área tão distante como é o Alasca.

              Seguimos então a Rota Alasca-High-Way, famosa por todos os aventureiros que cruzam este último estado americano, que vai até a capital do Alasca que é chamada de Fairbanks.

              No caminho a chuva deu sinal de sua presença com bastante intensidade. A estrada que em vários pontos estava sendo consertada, tinha vários avisos e sinalização intensa. Em alguns trechos fomos escoltados por um carro com uma placa dizendo Pilot-Car. Este orientava a velocidade e o caminho que tínhamos a percorrer. Era interessante a preocupação com a segurança. Os consertos na estrada estavam sendo feito por causa do fenômeno chamado de Permafrost, que ocorre durante o inverno e congela e destrói o asfalto existente. A estrada está em constante conserto. Uma despesa enorme. Creio eu.

              Passamos então de repente por um grande lago, onde nos impressionou a sua coloração azul piscina. O tempo estava nublado. Em dia de sol a beleza deveria ser maior ainda. Nome do lago: Kluane Lake

OBS: em uma loja de White Horse comprei um chapéu de cawboy, onde um senhor, muito disposto e gentil, fotografou-nos com uma máquina fotográfica digital e enviou-nos via internet como gentileza da loja.

              Durante o caminho a imagem se repete com pinheiros a toda volta e uma quantidade de lagos surpreendente e de dar inveja há muitos sítios e chácaras que conhecemos no Brasil. A chuva estiou em um campground, onde paramos para repousar, tomar banho, café free e com acesso a internet. Local era bastante agradável. Montamos a barraca. Fizemos nosso jantar. Quando chega ao nosso lado um motoqueiro vindo do Arizona para passar vinte dias de férias. Conversa e apresentações, treinamos mais um pouco o inglês. Seu nome era James e estava viajando sozinho. Eram cerca de 11:00h da noite e o dia permanecia claro. Muito doido este processo. Quanto mais ao norte formos, sentimos que as horas de claridade aumentam. Nessa região temos cerca de 22 a 23 horas de luz.

              As casas são feitas todas de madeira, que é farta na área. Também porque e a melhor calefação existente para enfrentar o frio rigoroso no inverno. Materiais, como compensados, isopor, lã de vidro, massa corrida como revestimento, são alguns exemplos de materiais, parece-nos a primeira vista muito frágeis, mas a experiência dessas pessoas fala mais alto.

 

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam