DATA: 25 de julho de 2003
            TRECHO PERCORRIDO: Deadhorse –Prudhoe Bay(EUA) »
                                                                                Coodfoot(EUA)
          KILOMETRAGEM: 435  Km
      CONSUMO DIESEL: 48  litros
   CONDIÇÕES CLIMÁTICAS: Chuva e Frio intenso

              Ao chegarmos a cidade fronteiriça com o oceano Ártico, suspiramos profundamente e com alegria fotografamos mais este marco. Vento forte e frio intenso, obrigou-nos a tirar nossas roupas de frio, como touca, luvas e tudo mais. Não havia neve, mas a temperatura era muito fria. Muitos containers, caminhões. Maquinários diversos, equipamentos para enfrentar a neve, depósitos de combustível, caminhonetes, e tudo mais. Todas pessoas recolhidas em locais fechados. Neste local não há mulheres, ou muito poucas, não há crianças, e nem famílias. É uma região somente para trabalho, onde os designados ficam ali por turnos em revesamento. O clima é hostil e apenas um café quente, uma cama e um local sossegado podem amenizar o ambiente. Pois bem ali estávamos, mas faltava ainda chegar ate o oceano Ártico, que fica na baía de Prudhoe. Dista dali cerca de 20 km e o acesso esta restrito depois do atentado de 11 de setembro às torres gêmeas dos EUA. É necessário autorização prévia e exame apurado de passaportes para podermos ingressar. Assim como também só é permitido através de um ônibus de excursão (U$ 37 por pessoa).

              Pedimos orientação a algumas pessoas e nos dirigimos a um pequeno hotel que ali vendia os tais ingressos. Somente após aguardarmos 30 minutos de espera até que os passaportes fossem autorizados foram-nos vendidos os ingressos. Tínhamos então de aguardar 1:30h até o próximo ônibus, pois há somente três por dia. Nesta espera fiz amizade com o cozinheiro do hotel que falava um pouco de espanhol. Estava recolhendo o buffet e convidou-nos para almoçar gratuitamente. Para não fazer desfeita é claro, aceitamos. Dei-lhe uma camisa de nossa seleção.

              A excursão iniciou com a apresentação de um vídeo sobre Prudhoe Bay. O que iríamos ver, finalidade do Pipeline, e atividades realizadas pelos trabalhadores. Angela era nossa guia. Complicado era entendê-la, tamanha era a rapidez com que falava. Nosso grupo era de doze pessoas e lá fomos até o oceano Ártico - próximo ao topo do mundo. Muita chuva e frio quase a zero graus, não nos intimidou para que saíssemos do ônibus e fôssemos molhar nossas mãos no oceano que ainda não tínhamos visto. Foi emocionante e ao mesmo tempo pensar que daqui estávamos vendo nosso Brasil de cima. Imaginei o mapa e quase não acreditei que tínhamos chegado após 47 dias de marcha terrestre em nosso carro. Realmente é uma emoção, acreditem. Valeu a pena!

              Nosso retorno aconteceu por volta de 4 horas da tarde. Avistamos alguns animais parecidos com alces. Têm nome de caribus, e são típicos na região. A tundra é a vegetação predominante no local.

                Curiosidades:
             -
A linha do pipeline - tubos que transportam o óleo de Prudhoe Bay até a cidade porto de Valdez possui 12 estações chamadas de Pump Station. Nestes locais são encontrados alojamentos para os trabalhadores, pequenos aeroportos, ou heliportos que fazem a vistoria constante e manutenção do Pipeline. Há também bombas que imulsionam esse óleo.
             - A estrada ficou cada vez mais ruim e uma pequena nevasca começa a congelar e depositar neve nos picos mais altos das montanhas. A chuva é intensa e congelante. Era hora de pararmos e dormirmos mais uma vez no carro. Ficamos próximo a cidade de Coodfoot.

   

Abraços                                  

Charles e Christian Dadam